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Diversas são as causas de neuropatia periférica, algumas raras e outras muito comuns, estando entre as mais frequentes a polineuropatia diabética (acometimento dos nervos periféricos causado pela diabetes), a síndrome do túnel do carpo e a compressão de raízes nervosas por hérnias de disco, por exemplo. A distribuição e gravidade dos sintomas difere muito a depender da causa, do grau de acometimento e da localização da alteração, mas em geral envolvem formigamento, dores, alteração da sensibilidade e da força da região do corpo acometida. A investigação minuciosa é fundamental para o correto diagnóstico e tratamento.
A trombose venosa cerebral é a formação de trombos (coágulos) dentro dos seios venosos responsáveis pela drenagem de sangue do cérebro, que pode levar principalmente a cefaleia e, em alguns casos, a hemorragias cerebrais, epilepsia ou rebaixamento do nível de consciência. Devido às potenciais consequências graves e possibilidade de recorrência, o acompanhamento regular com o tratamento adequado é fundamental para garantir a segurança dos pacientes com trombose venosa cerebral.
A principal forma da doença, a forma remitente recorrente, acomete principalmente pessoas jovens, na sua maioria mulheres, levando a sequelas que interferem na fase mais ativa da vida dos pacientes, se não tratada adequadamente. Felizmente, nos últimos anos, os avanços nas opções de tratamento são cada vez mais numerosos e eficazes, levando a um controle satisfatório dos surtos da doença.
De 4 a 10 pessoas em 1000 possuem epilepsia, doença responsável por grande morbidade na vida dos pacientes devido ao seu caráter muitas vezes imprevisível e por vezes associado a quedas e acidentes. Para melhora na qualidade de vida e segurança de estarem livres de crise, o acompanhamento de um neurologista é essencial.
Tremor é um sintoma muito frequente e possui diversas causas. É muito importante, na apresentação do tremor, a diferenciação do tremor da doença de Parkinson e de outras causas secundárias para avaliar a melhor opção de tratamento.
A doença de Parkinson é um distúrbio do movimento que afeta cerca de 2 pessoas a cada 1000. Seus principais sintomas são o tremor, a rigidez e a diminuição da velocidade de movimentos, muitas vezes acompanhados de outros sintomas, como dificuldade de sentir odores, constipação intestinal, alterações do sono e, nas fases mais tardias da doença, alucinações e demência. O tratamento reduz efetivamente os sintomas, proporcionando melhora significativa na qualidade de vida e independência dos pacientes.
Com o aumento da expectativa de vida e da população de idosos, a prevalência de demências aumenta progressivamente. Estudos populacionais mostram que cerca de 6,4% da população acima de 65 anos apresenta alguma forma de demência, a maioria sendo diagnosticada com demência de Alzheimer. A avaliação para afastar causas tratáveis de demência e acompanhamento para diminuir a progressão da doença e controle de complicações são fundamentais para a melhora da qualidade de vida dos pacientes com demência e de seus familiares.
Cerca de 30% da população apresenta sintomas de insônia, que interfere em muito na qualidade de vida e causa enorme indisposição, diminui rendimento no trabalho e aumenta presença de sintomas de humor associados, como depressão e ansiedade. O acompanhamento e tratamento (medicamentoso e não medicamentoso) é importante para o controle e remissão dos sintomas.
A cefaleia (dor de cabeça) é um dos principais sintomas que leva a afastamentos do trabalho e diminui a qualidade de vida dos pacientes. Cerca de 93% dos homens e 98% das mulheres apresentará algum episódio de cefaleia durante a vida. Dentre esses, cerca de 8% dos homens e 25% das mulheres apresentam o diagnóstico de enxaqueca, doença que pode ser bem controlada com acompanhamento e tratamento regular. Além da enxaqueca, outras doenças menos frequentes e algumas potencialmente graves podem apresentar como um dos sintomas a cefaleia, tornando-se de grande importância o seu correto diagnóstico e manejo.
O acidente vascular encefálico/cerebral (AVE/AVC) pode ser isquêmico ou hemorrágico, sendo uma das principais doenças que podem trazer sequelas, limitar a independência e até mesmo levar a morte. A Organização Mundial de Saúde estima que uma a cada seis pessoas apresentará um AVC durante a vida. Devido à grande prevalência e sérias consequências, o paciente com AVC deve ser cuidadosamente avaliado para sua melhor reabilitação, tratamento e prevenção de novos eventos.
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